quarta-feira, 12 de março de 2014
Black cup of doom
Eu tenho uma xícara preta. Ela brilha, sombria, sobre a minha mesa.
Ela me acompanha no ritual matutino, me coloca no mood das manhãs agora mais frias. Me salva ao meio-dia, e me observa durante a longa tarde, suando com gelo por dentro.
Quente ou fria, congelando, exalando vapor... ela é sólida e se presta a todas as minhas sedes (que são tantas). É espaçosa, tem o peso certo na mão. Demarca meu território na mesa, anuncia minha identidade sem rótulo ou enfeite, apenas cor e textura, do jeito que eu gosto.
Ocasionalmente, molha minha barba, talvez ofendida com bolhas de gás ou mudanças bruscas de temperatura.
Dona de um brilho sombrio - me faz companhia com seus conteúdos secretos.
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