Achando que era preciso se deslocar mais rápido que o vento e a chuva, montaram sobre um animal que pudesse carrega-los estrada afora. E depois, resolveram mesmo andar onde estavam o vento e a chuva, andando em máquinas monstruosas que se jogam pelos ares, ocasionalmente, matando-os às centenas.
E porque resolveram ir ao trono em vez de ir aos pés, construíram complicados artefatos de cerâmica para receber suas sujeiras, e ao mesmo tempo, um complicado sistema de levar a sujeira para bem longe, pois no palácio asséptico do homem, qualquer odor aparece. A natureza agora era suja, cheio de seres invisíveis prontos a corromper sua saúde. Era preciso manter uma santa distância.
E porque suas vidas tornaram-se enfandonhas, tediosas e repetitivas, voltaram-se com gula obsessiva para as artes e a fantasia, lapidando-as ao nível da perfeição para vivenciar histórias mágicas, aventuras, perigos e grandes façanhas... pois cada vez mais isso faltava à vida real.
E porque o solo e o ar e os alimentos perderam seu vigor, exaustos pelos duros trabalhos de produzir sem cessar, passaram a alimentar-se de venenos picantes, falsos alimentos e vitaminas artificiais. Comer tornou-se uma atividade matemática.
De fato, os números agora estavam em toda parte! Limitando, ordenando, registrando, separando e distribuindo. Entre aqueles que os tornaram uma instituição.
E assim por diante. Novas estruturas artificiais feitas para lidar com os problemas das antigas. Camada sobre camada de distanciamento.
E em todas as épocas, poucos dentre eles pareciam se dar conta de que aquele caminho não era único e obrigatório; de que as coisas poderiam ser diferentes.
Mas afinal... ninguém quer ficar embaixo da chuva, chupando ossos secos.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Falece H.R. Giger... mas sempre haverá uma rainha-alien em cativeiro.
Falece o "criador" do Alien.
O primeiro filme que assisti da série foi na verdade o segundo, Aliens - aqui, conhecido como "Aliens - O resgate". Lembro que, na época, ainda jovem e impressionável, a história me era dum pavor fascinante. O menino preso na parede, a descida ao ninho das criaturas, as claustrofóbicas sequências finais, a luta contra a Rainha, tudo isso se encaixava num roteiro de ação brilhante, inescapável, que marcou minha juventude para sempre, me tornou um fã da criatura, da série e por fim, também do gênero - ficção científica e terror. Foi uma dessas obras essenciais que povoaram a minha imaginação em anos já bem distantes, junto com outros clássicos da época, esses que hoje em dia você já começa a assistir com um gosto especial, por serem antigos, parte da sua história... deve ser o que se chama de nostalgia. Eu ainda não estava interessado em saber quem eram os atores, diretores, ou de que ano eram os filmes (mais tarde eu aprenderia que eles já tinham bastante idade na época de exibição), bastava apenas assisti-los de novo e de novo - um prazeroso exercício de imaginação visual, de recontar a história na minha cabeça.
Foi só muito tempo depois de ver e rever as sequências é que fui conhecer o primeiro filme, num ritual de atenção e curiosidade. Ali está o começo de tudo: a história, o monstro, a heroína, o visual, tudo no ano distante de 1979, a bordo de uma nave sombria que encontra um destino terrível em um planeta ainda mais sombrio.
A bordo do Nostromo. Nave-cargueiro de mineração.
O enredo segue um ritmo marcadamente mais lento. A história toma seu tempo para apresentar a nave, os personagens, e a insólita situação em que os personagens vão se enredando.
O cenário em si é úmido e gotejante, cheio de cantos e sombras, fazendo um paralelo com a criatura... também úmida e gotejante, extremamente resistente e assassina.
E quem fui encontrar no papel do andróide-cientista-psicopata? Ian Holm, o próprio Bilbo Bolseiro, 20 e poucos anos antes. Que legal!
Nessa época de efeitos visuais beirando a perfeição, tomadas super rápidas e câmeras frenéticas, Alien é um alívio, uma beleza de se assistir e ouvir, com cenas espaçadas, lentas, deixando o olho absorver as cores e texturas, a trilha sonora discreta aumentando a sensação de solidão... solidão no espaço.
O primeiro filme que assisti da série foi na verdade o segundo, Aliens - aqui, conhecido como "Aliens - O resgate". Lembro que, na época, ainda jovem e impressionável, a história me era dum pavor fascinante. O menino preso na parede, a descida ao ninho das criaturas, as claustrofóbicas sequências finais, a luta contra a Rainha, tudo isso se encaixava num roteiro de ação brilhante, inescapável, que marcou minha juventude para sempre, me tornou um fã da criatura, da série e por fim, também do gênero - ficção científica e terror. Foi uma dessas obras essenciais que povoaram a minha imaginação em anos já bem distantes, junto com outros clássicos da época, esses que hoje em dia você já começa a assistir com um gosto especial, por serem antigos, parte da sua história... deve ser o que se chama de nostalgia. Eu ainda não estava interessado em saber quem eram os atores, diretores, ou de que ano eram os filmes (mais tarde eu aprenderia que eles já tinham bastante idade na época de exibição), bastava apenas assisti-los de novo e de novo - um prazeroso exercício de imaginação visual, de recontar a história na minha cabeça.
Foi só muito tempo depois de ver e rever as sequências é que fui conhecer o primeiro filme, num ritual de atenção e curiosidade. Ali está o começo de tudo: a história, o monstro, a heroína, o visual, tudo no ano distante de 1979, a bordo de uma nave sombria que encontra um destino terrível em um planeta ainda mais sombrio.A bordo do Nostromo. Nave-cargueiro de mineração.
O enredo segue um ritmo marcadamente mais lento. A história toma seu tempo para apresentar a nave, os personagens, e a insólita situação em que os personagens vão se enredando.
O cenário em si é úmido e gotejante, cheio de cantos e sombras, fazendo um paralelo com a criatura... também úmida e gotejante, extremamente resistente e assassina.
E quem fui encontrar no papel do andróide-cientista-psicopata? Ian Holm, o próprio Bilbo Bolseiro, 20 e poucos anos antes. Que legal!
Nessa época de efeitos visuais beirando a perfeição, tomadas super rápidas e câmeras frenéticas, Alien é um alívio, uma beleza de se assistir e ouvir, com cenas espaçadas, lentas, deixando o olho absorver as cores e texturas, a trilha sonora discreta aumentando a sensação de solidão... solidão no espaço.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Fantasmas
Passou despreocupadamente por uma lata de coca-cola na calçada. Estava de pé, como se alguém a tivesse bebido e se dado ao trabalho de a ter pousado ali, interrompendo o fluxo de caminhantes, observando-os com o olhar crítico de um pedaço de metal. Alguém voltando para casa depois dum dia de trabalho, terminando de comer algo salgado entre os dedos, molhando o estômago com ácido. Mas... ele recém passara pela lata de lixo mais próxima, no topo do morro, de onde ele vinha descendo, olhando a neblina que cobria o bairro. Vai saber - humor de gente.
Estava fumando, e estava atrasado. Mesmo assim, olhou a lata e desviou, pisando para a direita. Alguns passos depois, escorregou de leve no musgo da calçada. Fez "tsc" e continuou. Anos antes, seu pai havia descido essa rua com pressa, num dia de chuva, e fraturara uma costela.
Atrás dele, veio um ruído metálico.
O ruído inconfudível de uma lata sendo amassada... como uma pessoa amassa depois de terminar de beber o conteúdo.
Ele olhou para trás. Estava no mesmo lugar. Distorcida. Amassada. Julgou mesmo que houvesse algum movimento, como se recém pousada ali.
Engasgou com a fumaça do cigarro e seguiu adiante. Acelerou o passo, ignorando o musgo e a umidade.Estava atrasado.
Estava fumando, e estava atrasado. Mesmo assim, olhou a lata e desviou, pisando para a direita. Alguns passos depois, escorregou de leve no musgo da calçada. Fez "tsc" e continuou. Anos antes, seu pai havia descido essa rua com pressa, num dia de chuva, e fraturara uma costela.
Atrás dele, veio um ruído metálico.
O ruído inconfudível de uma lata sendo amassada... como uma pessoa amassa depois de terminar de beber o conteúdo.
Ele olhou para trás. Estava no mesmo lugar. Distorcida. Amassada. Julgou mesmo que houvesse algum movimento, como se recém pousada ali.
Engasgou com a fumaça do cigarro e seguiu adiante. Acelerou o passo, ignorando o musgo e a umidade.Estava atrasado.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Notas sobre o Pira Rural
Existe um vale místico, a certa distância daqui...e fica em Ibarama. Mais especificamente, na cascata do Pira Rural. Mas esse vale não tem máquinas, nem é polo metal-mecânico; tem pessoas, muitas pessoas, pessoas diferentes, bonitas, pessoas de toda parte.
Sexta-feira, saímos cedo, com tudo já pronto na noite anterior: empacotados, bem-dormidos (na verdade, nem todos heheh), e enfim, reunidos na kombi que dessa vez foi espaçosa pelo familiar trajeto em direção à Sobradinho e depois Ibarama, e depois aquela mítica descida pedregosa para o vale oculto, talvez uma grande tigela com árvores nas bordas. Algo assim.
Logo na entrada, avistei duas borboletas azuis semelhantes às que temos aqui em Panambi - considerei bom presságio.
Na hora de subir no palco, a sensação familiar de ansiedade e uma excitação positiva de "chegou a hora de mostrar." Os ponteiros da afinação não queriam colaborar muito, mas enfim subimos. Som forte, aplausos, cerveja, e pronto. O resto é curtir e tomar aquele trago forte pra dormir direitinho.
Dormir? Minto. Os corujões se revelam já na primeira noite... e pagam o preço no dia seguinte. E vão parcelando nos outros dias. Dormir, entre acampamento e festival, é de menor importância.
Pra mim, as melhores surpresas nesse festival: Mar de Marte e Célula Soul. Não sou muito o cara de ficar vidrado na frente do palco - geralmente estou ocupado consumindo drinks variados no acampamento - mas essas bandas aí realmente me chamaram a atenção. Em especial a Mar de Marte, som pesado, psicodélico, viajante e diferente... muitas bandas desse meio prezam demais pelas levadas "jam", um pentatonismo que se torna meio cansativo as vezes.Mas nada que magoe os ouvidos admirados. Aliás, o melhor sempre é estar entre essa coletânea de bandas de atitude independente e descontraída, todos querendo mostrar aquilo que prepararam pro público carinhoso do festival.
Depois da Célula Soul, veio a Rinoceronte... aquela bala de canhão sonora que são os caras.Momentos de reverência geral do público!
Já não lembro a sequência exata de bandas e fatos e diálogos, mas tivemos ainda um Dziw Jazz Trio alcalinizando os ouvidos jazzísticos do público, sempre extraindo gritos e aplausos animalescos de admiração, diante de um som tão sofisticado.
Tivemos o Max Sudbrack no palco livre se insinuando pelo Dark Side of The Moon na maior tranquilidade... acho que esse cara dorme no lado negro da lua, debaixo de um piano. Só pode.
"Os anjos também morrem", creio que era esse o nome da peça apresentada por um duo "entre-bandas"... me trouxe muita inspiração pros meus próprios projetos atuais, com a idéia do mito do ser de luz que cai na escuridão da humanidade. A cena final da criatura sufocando a si própria num casulo distorcido me arrancou arrepios e ficou na memória. Eu que costumo torcer o nariz pra teatro, mas com uma trilha de cello daquelas... muito interessante.
No último dia, me arrisquei com alguns amigos na água gelada da cascatinha... realmente, só me permiti arriscar, porque me atingiu como facas de gelo nessa minha carcaça magra. Mas, ao contrário da maioria dos meus amigos, que dizem voltar "renovados" do festival, pelo contato com a música, natureza e amigos, eu geralmente volto desgastado, com uma sensação de vazio. Não sei dizer bem o porquê; algum tipo de reação do meu lado fóbico-social.
Em compensação, valeu o hipnotismo das paredes de pedra da cascatinha, os contornos florestais do vale e os declives de relva. Existe um espírito sutil ali, que sorri para os seres falantes e risonhos habitantes da madrugada fria. O cenário domina.
Quem quiser conferir os registros visuais e ter uma idéia da paisagem, já tem uma enxurrada de fotos no Facebook. Vão lá.
Sexta-feira, saímos cedo, com tudo já pronto na noite anterior: empacotados, bem-dormidos (na verdade, nem todos heheh), e enfim, reunidos na kombi que dessa vez foi espaçosa pelo familiar trajeto em direção à Sobradinho e depois Ibarama, e depois aquela mítica descida pedregosa para o vale oculto, talvez uma grande tigela com árvores nas bordas. Algo assim.
Logo na entrada, avistei duas borboletas azuis semelhantes às que temos aqui em Panambi - considerei bom presságio.
Na hora de subir no palco, a sensação familiar de ansiedade e uma excitação positiva de "chegou a hora de mostrar." Os ponteiros da afinação não queriam colaborar muito, mas enfim subimos. Som forte, aplausos, cerveja, e pronto. O resto é curtir e tomar aquele trago forte pra dormir direitinho.
Dormir? Minto. Os corujões se revelam já na primeira noite... e pagam o preço no dia seguinte. E vão parcelando nos outros dias. Dormir, entre acampamento e festival, é de menor importância.
Pra mim, as melhores surpresas nesse festival: Mar de Marte e Célula Soul. Não sou muito o cara de ficar vidrado na frente do palco - geralmente estou ocupado consumindo drinks variados no acampamento - mas essas bandas aí realmente me chamaram a atenção. Em especial a Mar de Marte, som pesado, psicodélico, viajante e diferente... muitas bandas desse meio prezam demais pelas levadas "jam", um pentatonismo que se torna meio cansativo as vezes.Mas nada que magoe os ouvidos admirados. Aliás, o melhor sempre é estar entre essa coletânea de bandas de atitude independente e descontraída, todos querendo mostrar aquilo que prepararam pro público carinhoso do festival.
Depois da Célula Soul, veio a Rinoceronte... aquela bala de canhão sonora que são os caras.Momentos de reverência geral do público!Já não lembro a sequência exata de bandas e fatos e diálogos, mas tivemos ainda um Dziw Jazz Trio alcalinizando os ouvidos jazzísticos do público, sempre extraindo gritos e aplausos animalescos de admiração, diante de um som tão sofisticado.
Tivemos o Max Sudbrack no palco livre se insinuando pelo Dark Side of The Moon na maior tranquilidade... acho que esse cara dorme no lado negro da lua, debaixo de um piano. Só pode.
"Os anjos também morrem", creio que era esse o nome da peça apresentada por um duo "entre-bandas"... me trouxe muita inspiração pros meus próprios projetos atuais, com a idéia do mito do ser de luz que cai na escuridão da humanidade. A cena final da criatura sufocando a si própria num casulo distorcido me arrancou arrepios e ficou na memória. Eu que costumo torcer o nariz pra teatro, mas com uma trilha de cello daquelas... muito interessante.
No último dia, me arrisquei com alguns amigos na água gelada da cascatinha... realmente, só me permiti arriscar, porque me atingiu como facas de gelo nessa minha carcaça magra. Mas, ao contrário da maioria dos meus amigos, que dizem voltar "renovados" do festival, pelo contato com a música, natureza e amigos, eu geralmente volto desgastado, com uma sensação de vazio. Não sei dizer bem o porquê; algum tipo de reação do meu lado fóbico-social.
Em compensação, valeu o hipnotismo das paredes de pedra da cascatinha, os contornos florestais do vale e os declives de relva. Existe um espírito sutil ali, que sorri para os seres falantes e risonhos habitantes da madrugada fria. O cenário domina.
Quem quiser conferir os registros visuais e ter uma idéia da paisagem, já tem uma enxurrada de fotos no Facebook. Vão lá.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Conselho para nós, peregrinos do feriado de Páscoa
"A good traveler has no fixed plans
and is not intent upon arriving.
A good artist lets his intuition
lead him wherever it wants."*
and is not intent upon arriving.
A good artist lets his intuition
lead him wherever it wants."*
Laozi, filósofo taoísta
Quase hora de partir: juntar a bagagem, calcular o dinheiro, olhar com suspeita a previsão do tempo. Escolher quais roupas voltarão imundas. Resumir tudo em uma mochila.
E não esquecer do cigarro.
*Um bom viajante não tem planos fixos e não tem a intenção de chegar. Um bom artista deixa sua intuição guia-lo para onde quiser.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Quarto Ácido no 5º Pira Rural me leva a refletir
Mais uma vez, nós.
Este festival é simplesmente muito bonito. Já fazem alguns anos que eu, meus amigos e colegas de banda viajamos para lá, para passar alguns dias de insônia em barracas úmidas.
A paisagem é mística, a bebida é abundante e as pessoas são bonitas e interessantes. Sempre que vou para lá, fico com um sentimento de estar indo embora da máquina, para permanecer alguns dias vivendo escondido numa comunidade paralela à sociedade comum.
Daí, estando lá, você perde a noção do tempo - e essa é uma nobre sensação, nessa época em que vivemos. Relógios, calendários, cronogramas, despertadores, dias da semana, meses do ano... tudo isso, mecanização de uma idéia estranha que, na minha opinião, nos proporciona basicamente intranquilidade.
Queria apenas o nascer e o pôr-do-sol como referência! A suave mudança das estações, os hábitos da fauna e a fisionomia da flora. Não quero e não necessito ter uma idade e um aniversário; não reconheço datas comemorativas - a chegada da primavera e do outono são festivas o suficiente.
Quarto Ácido tocando "Psycodelic Pilger"
Praça central da Cidade das Máquinas
Despertar todos os dias num susto, com um ruído estridente, mesmo nas manhãs mais frias de
inverno.
Devorar uma farta refeição no horário mais quente dos dias de verão, para depois desfalecer sem forças devido ao calor e ao esforço estomacal.
Sentar em cadeiras.
Sustentar uma "medicina" que trata os sintomas e não as causas.
Entre outros absurdos.
Pra mim, o povo que pratica tais hábitos está sufocando a si próprio com uma habilidade mórbida. Está insano. E está condenado, apodrecendo de dentro pra fora.¹
Por agora, essa tribo vai (...)² fugir pro vale, pra cascata. Passar uns dias numa dieta de carne, cerveja, música e tabaco. Faz de conta que é uma detox com senso de humor.
¹Mas seremos nós a geração a ver as Grandes Mudanças.
²Fugir pelo asfalto... seguir a estrada velha.. .encontrar o vale oculto, que recebe o visitante com uma íngreme estrada de pedras...
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